Influenzinum 2019

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INFORMAÇÕES SOBRE INFLUENZINUM 2019 - CORREÇÃO

Amarilys de Toledo Cesar, farmacêutica homeopata, doutora em Saúde Pública, diretora das farmácias homeopáticas HNCristiano e do laboratório HN de matérias-primas (tinturas-mãe e matrizes dinamizadas) para farmácias com manipulação homeopática. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.



A HNCristiano está disponibilizando a você o Influenzinum 2019. Diferente do que havíamos informado, a vacina contra Influenza para 2019 é diferente da que foi utilizada em 2018.

A cada ano, a ANVISA divulga as vacinas contra gripe influenza aprovadas para uso em 2019. A Resolução (RE) 2714 de 4 de outubro de 2018, publicada no DOU no. 193 de 5 de outubro de 2018, autorizou as vacinas que contém as cepas do vírus da doença recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

As modificações são realizadas anualmente com objetivo de conferir proteção contra as cepas virais de gripe em circulação, sob orientação da OMS para o hemisfério sul. As vacinas influenza trivalentes a serem usadas no país, a partir de fevereiro de 2019, devem conter, obrigatoriamente, três tipos de cepas de vírus em combinação e deverão estar dentro das seguintes especificações:

  • um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;

  • um vírus similar ao vírus influenza A/Switzerland/8060/2017 (H3N2);

  • e um vírus similar ao vírus influenza B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Voctoria/2/87.

Ocorreram duas mudanças em relação à vacina trivalente indicada para a temporada de 2019 (cepas A/Switzerland/8060/2017 (H3N2) e B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87). E apenas o vírus da influenza A manteve-se o mesmo.



POR QUE DINAMIZAR UMA VACINA?

Porque nas vacinas estão os agentes etiológicos das doenças, como por exemplo vírus ou bactérias vivos, atenuados ou inativados, inteiros ou partes deles. Há um preceito geral para a aplicação da terapêutica homeopática que diz que uma substância, preparada segundo a farmacotécnica homeopática (dinamizada, ou seja, diluída e agitada), quando administrada a indivíduos doentes, pode tratar os sintomas provocados pela mesma substância em indivíduos saudáveis. No caso, o vírus da gripe influenza (presente na Vacina contra Gripe), preparado segundo a farmacotécnica homeopática, pode tratar os sintomas provocados pelo vírus da gripe Influenza em indivíduos saudáveis. O tratamento dos sintomas de um doente com gripe influenza pode ser feito através do Isoterápico da Vacina. Por outro lado sabemos que a homeopatia também pode tratar preventivamente ou profilaticamente, ou seja, você pode usar o vírus preparado homeopaticamente para prevenir os sintomas da gripe influenza. Isto pode ser adequado para casos nos quais a vacina está contraindicada, que são cada vez menos. Estes são princípios gerais, que tem sido usado especificamente para a gripe há muitas décadas, por meio do medicamento Influenzinum, que tem ampla literatura em revistas e compêndios da área homeopática.



COMO SE CLASSIFICA ESTE MEDICAMENTOS?

Este não é um medicamento homeopático clássico, convencional. Pode ser classificado como um Isoterápico, que fazem parte de preparações chamadas de Bioterápicos. E o que são os Bioterápicos? Vamos rever as definições da Farmacopeia Homeopática Brasileira. Bioterápicos são medicamentos que tem uma definição bem ampla: “São preparações medicamentosas obtidas a partir de produtos biológicos, quimicamente indefinidos (secreções, excreções, tecidos, órgãos, produtos de origem microbiana e alérgenos, patológicos ou não, elaboradas conforme a farmacotécnica homeopática e que servem de matéria-prima para as preparações bioterápicas de uso homeopático”.

Isoterápicos são preparações medicamentosas obtidas a partir de insumos relacionados com a patologia/enfermidade do paciente, sendo classificados como autoisoterápicos (são os preparados com insumos ativos obtidos do próprio paciente como fragmentos de órgãos, tecidos, sangue, secreções, excreções, cálculos, fezes, urina, culturas microbianas e outros, e destinados somente a este paciente) e heteroisoterápicos (cujos insumos ativos são externos ao paciente como alérgenos, alimentos, cosméticos, medicamentos, toxinas, poeira, pólen, solventes e outros, que de alguma forma o sensibiliza.

O Influenzinum é classificado como um heteroisoterápico, e enquadrado na nossa Farmacopeia como um Bioterápico, que é a categoria que abrange os isoterápicos.

Mas o Influenzinum não é um isoterápico qualquer, já que ele tem sido usado há muito tempo, e nas versões relativas às gripes dos diversos anos. Está na Matéria Médica de Clarke e detalhes podem ser lidos no livro de JULIAN em

https://books.google.com.br/books?id=ZWjJ9K7l60sC&pg=PA269&lpg=PA269&dq=Influenzinum+materia+medica&source=bl&ots=Nv21P5t25U&sig=BCsTv5bjSNWlmsE_HM8aJnLwjdc&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiCn7bMqq_TAhWCWpAKHfjwCjkQ6AEITzAF#v=onepage&q=Influenzinum%20materia%20medica&f=false



O QUE É O INFLUENZINUM?

O Influenzinum é um medicamento homeopático preparado a partir de vacinas anti-gripe, tradicionalmente fornecidas pelo Instituto Pasteur, de Paris. JULIAN, em seu Tratado sobre Microimunoterapia Dinamizada, afirma que “é interessante notar que o Instituto Pasteur prepara especialmente a mistura de vacinas para uso homeopático.” Para verificar esta afirmativa, entramos em contato por e-mail, há algum tempo já, com a Dra. Sylvie van der Werf, chefe da Unidade de Genética Molecular de Virus Respiratórios, e co-diretora do Centro Colaborador da OMS de Referência e de Pesquisa sobre o vírus da gripe e de outros vírus respiratórios ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ). Sua resposta foi a seguinte:

The Pasteur Institute is a research foundation and does not prepare any product to be commercialized. I am sorry to say that I do not have any information about this product which is not recognized in the scientific community as being part of the products with proven efficacy against influenza”.

Traduzindo,

O Instituto Pasteur é uma fundação de pesquisa e não prepara qualquer produto para ser comercializado. Lamento dizer que não tenho qualquer informação sobre este produto, que não é reconhecido na comunidade científica como parte dos produtos com eficácia provada contra a influenza”.

Hoje há diversos outros fabricantes de vacinas. Provavelmente houve um mal entendido sobre o que JULIAN escreveu. Na verdade, a homeopatia usa produtos, seja do Instituto Pasteur, seja de outros fabricantes, como no caso deste ano, a Vacina contra a Gripe 2019 preparada pelo Instituto Butantan ou outros laboratórios farmacêuticos industriais, para fazer as preparações específicas da homeopatia.



E PARA QUE SERVE ESTE MEDICAMENTO? HOMEOPATIA TEM AÇÃO EM EPIDEMIAS?

Como já afirmamos, um paciente com sintomas provocados pelo vírus da febre amarela ou da gripe influenza, pode ser tratado através da administração do próprio vírus, em quantidades muito pequenas (aqui fica claro a importância das doses mínimas ao tratar com homeopatia, especialmente para os medicamentos preparados a partir de substâncias tóxicas). Já vimos que o nome específico desta terapêutica é isoterapia, pois o tratamento ocorre pelo igual (ou o “extremamente semelhante”, segundo alguns).

Se os sintomas que o paciente desenvolveu ao entrar em contato naturalmente com o vírus da febre amarela forem coletados por entrevista através de uma consulta, e estudados, pode ser encontrado um medicamento homeopático clássico que mais corresponde a estes sintomas. Neste caso a terapêutica chama-se homeopatia, ou seja, tratamento pelo semelhante. O ideal é que este tratamento seja individualizado, e a cada indivíduo deve corresponder um medicamento. É uma situação ideal, que leva a ótimos resultados, porém nem sempre muito fácil de ser aplicada, especialmente em casos de epidemias, onde há um grande número de indivíduos doentes.

Para situações de epidemia, Hahnemann nos dá outra alternativa, quando há muitos indivíduos doentes ao mesmo tempo, e com sintomas parecidos. Ele nos fala sobre o “gênio epidêmico”, ou seja, como tratar diversos indivíduos no caso de uma epidemia. Como deve ser feito? É necessário entrevistar diversos indivíduos doentes e escolher o medicamento que cubra a maior parte dos sintomas que se apresentam no grupo de doentes. Diz ele que a observação minuciosa e precisa dos casos de uma doença epidêmica permite encontrar o medicamento homeopático mais adequado à “totalidade dos sintomas” do surto epidêmico. Afirma que cada epidemia isolada tem caráter peculiar, uniforme e particular comum a todos os indivíduos afetados. E quando este caráter é encontrado nos conjunto característico dos sintomas comuns a todos, aponta-nos o caminho para a descoberta do medicamento homeopático, específico para a epidemia em questão, e adequado para todos os casos. Este deverá ser eficaz em todos os doentes que gozavam de saúde razoável antes da epidemia.

Se você quiser saber mais sobre “Gênio Epidêmico” leia os parágrafos 100 a 104, e o 241 da 6a. edição do Organon de Hahnemann.

USO DE BIOTERÁPICOS PARA PROTEÇÃO ESPECÍFICA FUNCIONAM?

Uma terceira possibilidade ainda seria utilizar o bioterápico, como historicamente tem sido feito com o vírus da gripe, cujo medicamento homeopático é chamado de Influenzinum, preparado com a Vacina contra a Gripe, que é dinamizada. Mesmo existindo vacina contra a Gripe, muitos homeopatas indicam para seus pacientes o Influenzinum feito com a Vacina contra a Gripe de cada ano, seja isoladamente, seja em conjunto com a vacina convencional, com o objetivo de minimizar seus efeitos colaterais.

Steven KAYNE afirma que este tipo de medicamento pode ser ministrado profilaticamente ou como tratamento, com o objetivo de estimular a resposta imune. Alerta que “nenhum destes medicamentos é uma vacina verdadeira no sentido convencional, e que não há evidências científicas se eles podem ou não conferir proteção contra a doença, quando aplicados profilaticamente”. Algumas pesquisas realizadas não tem conseguido demonstrar o aumento de anticorpos após administração oral de nosódio de vírus, por exemplo. Mesmo assim, parece haver evidências consideráveis de que preparações contendo Influenzinum e Bacillinum imunizam contra a gripe influenza, pelo menos em parte dos pacientes.

Certamente mais trabalhos de pesquisa seriam úteis e importantes para confirmar se é válida a ideia de uso preventivo de soluções dinamizadas, sejam bioterápicos ou medicamentos que respondam ao gênio epidêmico, especialmente para as doenças para as quais ainda não há vacina convencional. Alguns trabalhos sobre dengue realizados com soluções dinamizadas no Brasil, na Índia e em Cuba tem indicado a possibilidade de prevenção, assim como de tratamento dos sintomas. Há citação de que os indivíduos que contraem a dengue, desenvolvem uma forma mais branda da doença.

Encontramos na bibliografia que JULIAN menciona o preparo de novos Influenzinuns, a cada ano, de acordo com a epidemiologia da influenza. Conta que Pierre Schmidt preparou o nosódio de Influenza espanhola, assim como outros autores também usaram Influenzinum, como Beeby, Nebel e Demageat. Cartier teria dito que Nebel considerava Influenzinum como preventivo e curativo. Clarke teria atribuído a ele uma possível ação abortiva. Não há experimentação patogenética hahnemanniana para o Influenzinum, ainda que mencione a ocorrência de possíveis sintomas de gripe, obtidos por patogenesia clínica, como mal estar geral, com calafrio, dor de cabeça com olhos pesados, sensível ao movimento, dores difusas, reumáticas e piores por tempo frio e úmido; rigidez geral; hipertermia de 39-40oC; astenia, anorexia, hipotensão; faringite e laringite; bronquite, bronco-pneumonia, asma brônquica; catarro, coriza, sinusite e voz anasalada; tosse seca dolorosa; conjuntivite e otite.

Em relação à potências a serem prescritas, JULIAN, como bom francês, indica o uso de potências baixas, entre 4 e 9CH. Wheeler teria tido sucesso com a trigésima potência, hoje chamada por nós de 30CH. Sandra PERKO, em seu livro que aborda o tratamento homeopático de gripes, cita Robin Murphy, que afirma que Influenzinum, para muitos homeopatas, toma o lugar de Baptisia como medicamento de rotina em epidemias. Pode ser dado nas potências 12CH ou 30CH. Trevor Smith usa a potências 30CH e repete de hora em hora, em casos graves, com sintomas de fraqueza, colapso, dores musculares e nas articulações, dor de garganta, catarro e tosse. Em epidemias, este autor afirma que pode ser dado profilaticamente para proteger ou modificar o curso da doença.

Em 2014 as médicas homeopatas e sanitaristas Célia BAROLLO e Sônia Regina Rocha MIURA, produziram o texto Informe Técnico sobre as Vacinas contra Gripe Influenza H1N1 e seus correspondentes Bioterápicos, disponibilizado para a comunidade homeopática no site do CESAHO (Centro de Estudos Avançados em Homeopatia). Veja em http://www.cesaho.com.br/biblioteca_virtual/arquivos/arquivo_399_cesaho.pdf

A cada ano, a HNCristiano tem feito as matrizes de Influenzinum a partir da vacina contra a influenza H1N1, atendendo prescrições em nossas farmácias. Através do laboratório industrial HN, um dos dois únicos estabelecimentos no país que produzem tinturas-mãe e dinamizações para farmácias com manipulação homeopática, tornamos possível que qualquer farmácia brasileira possa também manipular suas prescrições de Influenzinum e de tantos outros medicamentos.

As matrizes de Influenzinum 2019 estão disponíveis a partir da potência 11CH, através de Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou tel. 11-2979-9868.



A maior parte das prescrições médicas que chegam a nossas farmácias é da potência 30CH, com indicação de uma dose de 5 gotas por semana, como preventivo. No caso do início de sintomas de gripe, são usadas até 3 doses diárias, acompanhadas ou não de outros medicamentos. O paciente deve procurar um médico no caso de agravamento dos sintomas, especialmente se for um indivíduo muito jovem (bebê ou criança pequena) ou muito idoso, se for gestante, se tiver dificuldades de respiração ou outro quadro de doença crônica importante. Repouso, dieta leve e muito líquido são indicações complementares, assim como uso de chás (como o Aniz Estrelado ou Anisum stellatum ou outros, com finalidade de auxiliar na expectoração, por exemplo). Essências florais, óleos essenciais, escalda pés no caso de febre e congestão na cabeça também são medidas positivas.



Referências bibliográficas:

DAVIES, A., apud KAYNE, S. Clinical investigations into the action of potencies. British Homeopathic Journal 60: 36-41, 1971

FARMACOPÉIA HOMEOPÁTICA BRASILEIRA, 3a. Edição, 2011.

JULIAN, O.A. Treatise on Dynamised Micro Immunotherapy. B.Jain, 1985.

KAYNE, Steven B. Homoepathic Pharmacy, an Introduction and Handbook. Churchill Livingstone, 1997.

KAYNE, Steven B. Homeopathic Practice. Pharmaceutical Press, 2008.

MANUAL DE NORMAS TÉCNICAS da Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas, 4ª. edição

PERKO, Sandra J. The Homeopathic Treatment of Influenza. Surviving Influenza Epidemics and Pandemics. Past, Present and Future with Homeopathy. Special Bird Flu edition. Benchmark Homeopathic Publications, San Antonio, 2005.

 

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